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Comunidade Aeroportuária de Carga de Lisboa

Apresentação Pública

No passado dia 8 de Maio teve lugar no “Airport Business Center” do Aeroporto de Lisboa a apresentação pública da recentemente constituída Comunidade Aeroportuária de Carga de Lisboa.

A apresentação foi feita por Paulo Paiva, Presidente da Direcção e que é simultaneamente o representante da APAT na CACL. Entre outras questões, referiu a importância da criação desta nova Comunidade a qual aglutina os interesses da Carga Aérea em Portugal sob uma única bandeira com vista  à defesa, fomento e desenvolvimento da indústria de carga aérea no Aeroporto de Lisboa.

Salientou ainda que a constituição desta Comunidade será seguramente um ponto de partida para Comunidades semelhantes noutros aeroportos tendo em conta a transversalidade das situações, mas esta iniciativa em Lisboa justifica-se e tem pleno cabimento face aos constrangimentos aqui vividos até ao momento.

Com efeito, foram precisas mais de três décadas para que se iniciasse a construção do Centro de Carga Aérea de Lisboa. Trinta anos de sacrifícios materiais e, principalmente humanos – muita dedicação, esforço pessoal e boa vontade – para manter a indústria de carga aérea na Portela com a vitalidade que se lhe conhece

Por último referiu que as decisões de investimento nacional e estrangeiro que afectam o crescimento desta indústria, que mesmo considerada em crise, apresenta previsões anuais mundiais de crescimento de cerca de 5%, não mais podem ser continuamente proteladas por manifesta falta de infra-estruturas, por desconhecimento de planos ou projectos específicos para o sector a médio e longo prazo e muito menos por efeito de regulamentação que data da década de 80 do século passado.

Com especial relevância referiu que, a não ser alterada a definição aduaneira contida no Despacho Normativo 87/88, do Ministério das Finanças, quanto aos armazéns de exportação para a carga aérea, a exemplo do que vigora noutros países da União Europeia (a zona aeroportuária é considerada como a que se situa num raio entre 30 a 50 Kms do aeroporto), o novo Centro de Carga Aérea não vai dar resposta ao volume de carga se não forem desviadas as cargas que, não estando “Ready for carriage”, são entregues directamente no Terminal de carga e se, por exemplo, os “camiões-avião” que chegam e partem diariamente do Aeroporto não forem tratados em armazéns alternativos.

No seguimento do programa, o Director Executivo da Comunidade, Rogério Alves Vieira, salientou o papel da Comunidade na promoção e desenvolvimento da indústria no Aeroporto de Lisboa, o papel interveniente junto da administração pública e privada, no contributo que a CACL pode dar para a simplificação dos procedimentos e, sobretudo, acompanhar de perto e de forma construtiva a criação do novo Centro de Carga Aérea de Lisboa.

Referiu que, sem este acompanhamento, o que está a ser programado pode não estar adequado aos reais interesses do mercado e dos clientes utilizadores do aeroporto de Lisboa. As entidades competentes têm de reconhecer e saber ouvir o mercado e os clientes do Terminal sem o que a nova infra-estrutura poderá não vir a ter qualquer efeito positivo.

No seu estilo peculiar referiu a ausência total de representantes da ANA, Direcção do Aeroporto, e demais entidades oficiais com relevância para a carga aérea, tendo concluído que “ até parece que somos os conspiradores da carga aérea e que os nossos interesses são contrários aos do Aeroporto de Lisboa quando na verdade não o são”.

A indústria da Carga Aérea está devidamente representada pela Comunidade – Transportadoras Aéreas, GSA’s, “Integrators” Agentes de Handling, Transitários – Agentes de Carga Aérea, Transportadores Rodoviários, Despachantes Oficiais e os CTT, pelo que o mercado está connosco e sem mercado não há necessidade de um Centro de Carga Aérea, Terminal, Centro Logístico ou o que se lhe quiser chamar, pelo que, ouvir o mercado não só é indispensável como condição sem a qual não devem ser tomadas decisões que podem vir a afectar a indústria.

Referiu a terminar que não foi possível ao Senhor Secretário de Estado Adjunto das Obras Públicas, Dr Paulo Campos estar presente, tendo amavelmente justificado a sua ausência.

O encerramento foi presidido pelo Presidente do Conselho Estratégico de Transportes da AIP/ CE, Dr António Brito da Silva que realçou a importância da constituição de grupos de interesses nos vários sectores de actividade de modo a interagir com os poderes públicos pois só assim, em consonância com os reais interesses do mercado é que a economia beneficia evitando os tradicionais constrangimentos quando as decisões não têm em conta os mesmos.

Salientou a necessidade de uma melhor e maior competitividade sem a qual o desenvolvimento da economia não terá muito significado e a importância do transporte na criação de valor adicionado às mercadorias.

(fonte: Press Release)

 

 

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